domingo, 1 de maio de 2011

A vida é muito curta para o emprego errado










quarta-feira, 27 de abril de 2011

A Guerra de 1908- Raul Solnado


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ilustrações: Arthur Rackham

Arthur Rackham foi um fabuloso ilustrador de livros inglês. Dentre os trabalhos que fez estão as ilustrações de Alice no País das Maravilhas, Peter Pan, Contos dos Irmãos Grimm, contos de Edgar Allan Poe, entre outros.



















domingo, 17 de abril de 2011

O homem, seu filho e o burro (Esopo)


Um homem ia com o filho levar um burro para vender no mercado.
- O que você tem na cabeça para conduzir um burro estrada afora sem nada no lombo enquanto você se cansa? - disse um homem que passou por eles.
Ouvindo aquilo, o homem montou o filho no burro, e os três prosseguiram seu caminho.
- Ô rapazinho preguiçoso, que vergonha deixar seu pobre pai, um velho, andar a pé enquanto você vai montado! - disse outro homem com quem cruzaram.
O homem tirou o filho de cima do burro e montou ele mesmo. Passaram duas mulheres e uma disse para a outra:
- Mas que sujeito egoísta! Vai no burro e o filhinho a pé, coitado...
Ouvindo aquilo, o homem fez o menino montar no burro na frente dele. O primeiro viajante que apareceu na estrada perguntou ao homem:
- Esse burro é seu?
O homem respondeu que sim. O outro continuou:
- Pois não parece, pela maneira como o senhor trata o bicho. Ora, o senhor é que devia carregar o burro em lugar de fazer com que ele carregasse duas pessoas.
Na mesma hora o homem amarrou as pernas do burro em um pau, e lá se foram pai e filho aos tropeções carregando o animal para o mercado. Quando chegaram, todo mundo riu tanto que o homem, enfurecido, jogou o burro no rio, pegou o filho pelo braço e voltou para casa.


Moral: quem quer agradar a todo mundo no fim não agrada ninguém.

sábado, 26 de março de 2011

Música do dia: Chuva



As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

terça-feira, 1 de março de 2011

Rimbaud

O poeta francês Arthur Rimbaud (1854-1891) produziu seus melhores trabalhos na adolescência. Parou de escrever antes de completar os 21 anos. Tudo na vida de Rimbaud foi precoce, até sua morte, pouco antes de fazer 37. Porém sua vida, assim como sua poesia, foi intensa.

Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.

Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.

Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...

— Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.

Que venha a manhã,
Com brasas de satã,
O dever
É vosso ardor.

Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.



Veja um trecho do filme Total Eclipse que conta a história do romance conturbado de Rimbaud (interpretado por Leonardo DiCaprio) e Paul Verlaine.